Alpendre Comunitário de Mutucuti: um espaço para dialogar, participar e construir soluções

O Alpendre Comunitário inaugurado na comunidade de Mutucuti, Distrito de Angoche, no dia 9 de Setembro,  representa mais do que uma nova infra-estrutura. É um espaço para a comunidade se reunir, dialogar, participar e construir colectivamente respostas aos seus desafios.

A infraestrutura foi entregue pela Fundação Mecanismo de Apoio à Sociedade Civil (Fundação MASC), numa cerimónia presidida pelo Administrador do Distrito de Angoche e que reuniu autoridades locais, líderes comunitários e religiosos, membros dos Comités de Desenvolvimento da Aldeia (CDAs), Grupos de Poupança e representantes da sociedade civil.

A iniciativa enquadra-se nas acções de sustentabilidade do programa “Acções da Sociedade Civil para Coesão Social no Norte de Moçambique”, implementado desde 2021 pela Fundação MASC, em parceria com o Centro para Democracia e Desenvolvimento (CDD) e o Instituto de Estudos Sociais e Económicos (IESE), com o apoio da Cooperação Suíça.

O programa procura fortalecer a coesão social e promover uma governação mais inclusiva no Norte de Moçambique, através do envolvimento activo de jovens, mulheres e organizações comunitárias. Os alpendres comunitários fazem parte dessa aposta em criar espaços onde cidadãos e autoridades possam aproximar-se, dialogar e procurar conjuntamente soluções para os desafios locais.

Em Mutucuti, o desafio começa agora: dar vida ao Alpendre. O espaço deverá acolher debates comunitários, palestras, actividades culturais e de promoção da paz, sessões de aprendizagem e outras iniciativas de interesse colectivo. O plano apresentado durante a inauguração prevê igualmente actividades dirigidas a jovens, mulheres, idosos e pessoas com deficiência.

Mais do que um lugar para realizar reuniões, o Alpendre poderá tornar-se uma plataforma para ouvir diferentes vozes, identificar problemas, discutir prioridades e construir soluções colectivas.

A sustentabilidade desta iniciativa dependerá da capacidade da própria comunidade de utilizar, conservar e gerir o espaço de forma responsável. Os alpendres comunitários foram concebidos para passar a ser administrados pelas próprias comunidades, através de mecanismos de gestão local.

Por isso, a mensagem deixada durante a inauguração é também um apelo à responsabilidade: o Alpendre não deve ser apenas inaugurado; deve ser ocupado, utilizado e transformado num espaço vivo de participação comunitária.

O Administrador do Distrito de Angoche apelou à comunidade para valorizar e conservar a infraestrutura, destacando o seu potencial para fortalecer a organização e o desenvolvimento comunitário.

O Alpendre foi construído. Agora cabe à comunidade dar-lhe vida — fazendo dele um espaço de diálogo, participação, paz, coesão social e acção colectiva.

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