O projecto Samaki Kavu tem como objectivo principal melhorar as condições de vida das comunidades do Distrito de Palma através da produção de peixe seco.
O projecto Samaki Kavu tem como objectivo principal melhorar as condições de vida das comunidades do Distrito de Palma através da produção de peixe seco.
Capacitação
Infraestrutura
Kits
Distribuição de congeladores com sistemas de energia solar, kits de processamento de pescado, embarcações e equipamento complementar em cada comunidade.









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Kuinua devolveu-nos esperança
“Antes da guerra, fazíamos esteiras, mas não para a venda, era para uso pessoal e familiar, mas perdemos tudo e ficamos oito meses fora da aldeia, com os ataques de Março de 2021”
Recuperámos a dignidade de raparigas e mulheres
“Juntamos 203 mulheres em toda a iniciativa, mas aqui, na exposição, estão 12, para mostrarem devido à guerra, mas conseguem transbordar esperança”
Estamos a aprender estratégias de venda
“Sinto-me melhor a produzir, esta iniciativa tem-nos dado conhecimento para uma produção em maior quantidade e qualidade, que não tínhamos”
Advogamos a paz, através da arte
“Estamos a pedir paz do Rovuma ao Maputo. Não é fácil para estas mulheres viajarem de Palma até aqui, mas todas estão felizes e isso ajuda a construir a paz”
O investimento mais importante é nas pessoas
“Estou emocionado com a Exposição Kuinua, porque viajei muitas vezes para Palma e senti as histórias tristes e as dificuldades que a população de lá passa, mas há esperança”
Kuinua resgatou a nossa tradição de fazer cestos e esteiras
“Antes da guerra, íamos à mata colectar a palha e a tinta, agora já não podemos ir para longe, mas o projecto Kuinua devolveu-nos essa esperança”
Arte pode ser instrumento poderoso de paz
“Não estamos a ensinar nada de novo, porque este projecto envolve mulheres e raparigas de organizações que eram apoiadas pela Fundação Aga Khan, uma parceria que depois foi interrompida, e a Fundação MASC viu a necessidade de continuar, apostando no artesanato, porque a arte é geralmente deixada para trás”
Kuinua é uma arma poderosa contra a desigualdade de género
“Acreditamos firmemente que iniciativas como estas concorrem para a eliminação de práticas culturais nocivas, como violência baseada no género, e para a redução de desigualdades do género”
Kuinua devolveu-nos esperança
Apendiue Momade Salimo, uma professora reformada, não cabia de satisfação pela oportunidade de exibir os produtos da arte que do¬mina como poucos, desde criança.
“Antes da guerra, fazíamos estei¬ras, mas não para a venda, era para uso pessoal e familiar, mas per¬demos tudo e ficamos oito meses fora da aldeia, com os ataques de Março de 2021”, disse Apendiue Salimo.
A Fundação MASC investiu em formação e matérias-primas, que as tecelãs usam para a produção dos seus produtos.
“Porque somos sérias e já tínha-mos a experiência da poupança, através de uma associação que tínhamos, devolvemos o dinheiro que a Fundação nos emprestou e eles passaram a confiar em nós e incrementaram o capital”, declarou Apendiue Momade Salimo, mãe de dois filhos.
Fonte: Jornal SAVANA, Pag. 12 (01/08/2025)
Recuperámos a dignidade de raparigas e mulheres
A coordenadora distrital da Fundação MASC em Palma, Jazila Offman, considera que a iniciativa Kuinua tem contribuído para o resgate da dignidade que a guerra arrancou às mulheres, porque estão envolvidas em actividades que as elevam e dão meios de subsistência.
“Juntamos 203 mulheres em toda a iniciativa, mas aqui, na exposição, estão 12, para mostrarem devido à guerra, mas conseguem transbordar esperança”, afirmou Offman.
A insegurança, devido à acção dos insurgentes, tem dificultado o acesso à mata, para a busca de palha e tinta tradicional para o fabrico das peças de artesanato, acrescentou.
O programa de alfabetização tem dado ferramentas que contribuem para uma maior qualidade e quantidade das esteiras, cestos, tapetes e chapéus e uma contabilidade organizada básica, avançou.
A coordenadora distrital da Fundação MASC apontou a expansão do mercado como um dos desafios, indicando a Exposição Kuinua na FEIMA como um salto importante para a divulgação das obras produzidas pelas raparigas e mulheres de Palma.
“Isto é um artesanato ancestral, porque as raparigas e mulheres aprendem e desenvolvem este tipo de tecelagem a caminhar, a ir ou a voltar da machamba”, frisou Jazila Offman.
Fonte: Jornal SAVANA, Pag. 12 (01/08/2025)
Estamos a aprender estratégias de venda
Olinda Bacar louvou as estratégias de produção que o projecto Kuinua está a ensinar às tecelãs, combinando a preservação dos traços típicos da arte local e a modernidade, bem como as estratégias de venda e de “marketing”
“Sinto-me melhor a produzir, esta iniciativa tem-nos dado conhecimento para uma produção em maior quantidade e qualidade, que não tínhamos”, afirmou Bacar.
A artesã elogiou o programa de alfabetização incluído no projecto, porque dá uma literacia básica, que permite habilidades como fazer contas da produção e venda de cestos, esteiras, tapetes e chapéus.
Devido à insegurança provocada pela insurgência, as mulheres não podem ir a matas distantes recolher palha e tintas naturais para a sua arte, recorrendo mais a tintas sintéticas adquiridas no âmbito do projecto Kuinua, continuou Bacar.
Aquela artesã disse que a venda de produtos que a tecelagem permite gerar uma renda que garante a subsistência que a agricultura já não assegura, devido à baixa produtividade.
Fonte: Jornal SAVANA, Pag. 12 (01/08/2025)
Advogamos a paz, através da arte
Terezinha da Silva, uma das fundadoras da Fundação MASC, que falou em nome da organização, no acto de inauguração da Exposição Kuinua, afirmou, na ocasião, que a iniciativa constitui um contributo para a restauração e implantação da paz em Cabo Delgado e a consolidação deste valor em todo o país.
“Estamos a pedir paz do Rovuma ao Maputo. Não é fácil para estas mulheres viajarem de Palma até aqui, mas todas estão felizes e isso ajuda a construir a paz”, afirmou Silva, agradecendo aos parceiros pela materialização do projecto.
“Kuinua [prosseguiu] é parte do escopo de actividades da Fundação MASC, que visa o apoio às comunidades, principalmente, das três províncias do norte de Moçambique.”
Apelou à preservação das palmeiras que as raparigas e mulheres de Cabo Delgado usam para a tecelagem de cestos, esteiras, tapetes e chapéus.
“Que as palmeiras continuem a existir, porque agora andam mais longe, que a paz seja uma realidade, temos de levar avante o processo de paz”, sublinhou Terezinha da Silva.
Fonte: Jornal SAVANA, Pag. 12 (01/08/2025)
O investimento mais importante é nas pessoas
Arne Gibbs, director-geral da ExxonMobil em Moçambique, afirmou que a empresa se envolveu de corpo e alma na iniciativa Kuinua, porque tem nas pessoas e na população de Cabo Delgado o foco do seu investimento.
“Estou emocionado com a Exposição Kuinua, porque viajei muitas vezes para Palma e senti as histórias tristes e as dificuldades que a população de lá passa, mas há esperança”, declarou Gibbs.
“Como gestor de topo, fui várias vezes a Cabo Delgado, durante os oito anos em que estou cá em Moçambique e fiquei impressionado com o espírito resiliente e a capacidade de superação dessas mulheres. É com esperança que podemos mudar o mundo, as pessoas só precisam de uma oportunidade”, frisou.
Fonte: Jornal SAVANA, Pag. 12 (01/08/2025)
Kuinua resgatou a nossa tradição de fazer cestos e esteiras
Mariamo Bacar também exaltou a Fundação MASC e a Exxon Mobil, realçando as condições que o Kuinua criou para que a tradição de produção de cestos, tapetes e chapéus não morra, devido à guerra em Cabo Delgado.
“Antes da guerra, íamos à mata colectar a palha e a tinta, agora já não podemos ir para longe, mas o projecto Kuinua devolveu-nos essa esperança”, declarou Bacar.
Também manifestou satisfação com os resultados do programa de alfabetização que está a ser implementado, salientando a aquisição de competências básicas de escrita e contas.
“Já assino o meu nome, estamos a ir para a frente”, continuou.
Fonte: Jornal SAVANA, Pag. 12 (01/08/2025)
Arte pode ser instrumento poderoso de paz
Mariana Shaik, gestora do projecto Kuinua na Fundação MASC, afirmou que Kuinua ajuda a desmistificar a ideia de que a arte é irrelevante no contexto de conflito armado, porque a iniciativa devolve a esperança e a dignidade das raparigas e mulheres envolvidas no projecto.
“Não estamos a ensinar nada de novo, porque este projecto envolve mulheres e raparigas de organizações que eram apoiadas pela Fundação Aga Khan, uma parceria que depois foi interrompida, e a Fundação MASC viu a necessidade de continuar, apostando no artesanato, porque a arte é geralmente deixada para trás”, enfatizou Shaik.
“As raparigas e mulheres de Palma tiveram as suas casas e bens completamente reduzidos a cinzas pela violência armada e Kuinua é parte de esforços para a restauração da vida normal das vítimas”, continuou.
Avançou que a iniciativa se tem afirmado como instrumento de empoderamento político, económico e social, porque visa a geração de renda e a alfabetização de raparigas e mulheres.
“Palma não é só conflito, é também cultura, como se veem com estes maravilhosos chapéus, cestos, tapetes e esteiras produzidas pelas nossas queridas raparigas e mulheres”, sublinhou.
Fonte: Jornal SAVANA, Pag. 12 (01/08/2025)
Kuinua é uma arma poderosa contra a desigualdade de género
O Secretário de Estado de Género e Acção Social, Abdul Razak, elogiou o projecto Kuinua, pelo impacto no combate a práticas e fenómenos prejudiciais como casamentos prematuros, violência baseada no género e desigualdades.
“Acreditamos firmemente que iniciativas como estas concorrem para a eliminação de práticas culturais nocivas, como violência baseada no género, e para a redução de desigualdades do género”, afirmou Razak, no discurso de abertura da exposição.
Referindo-se ao programa de alfabetização inserido naquela iniciativa, o Secretário de Estado do Género e Acção Social recuperou a máxima que diz que “educar uma mulher é educar uma nação e potenciar uma mulher é potenciar uma família, é potenciar uma comunidade”.
“Kuinua celebra o talento e a dedicação das dez comunidades de onde são oriundas as raparigas e mulheres envolvidas no projecto”, acrescentou Abdul Razak.
“A iniciativa permite a restauração dos meios de subsistência das famílias profundamente afectadas pelo conflito armado, que provocou a degradação e a desintegração de lares e comunidades”, assinalou Razak.
“A visão do projecto Kuinua de elevar e empoderar mulheres e raparigas afectadas pelo conflito é profundamente inspirador”, realçou.
Fonte: Jornal SAVANA, Pag. 12 (01/08/2025)