Associação das Pessoas com Deficiência de Metuge ganha espaço para defender maior acessibilidade aos serviços públicos e participação efectiva na governação local.
A garantia dos direitos das pessoas com deficiência deve ir além dos princípios inscritos nas políticas públicas e traduzir-se em práticas concretas nos serviços, nas comunidades e nos espaços de decisão. Foi com este desafio que o distrito de Metuge acolheu, no dia 25 de Agosto de 2026, uma mesa redonda sobre governação inclusiva, acessibilidade aos serviços públicos e direitos fundamentais das pessoas com deficiência.
Promovido pela Fundação MASC, em parceria com a Associação das Pessoas com Deficiência, no âmbito do Projecto Pro-Cívico e Direitos Humanos, o encontro reuniu 56 participantes, entre pessoas com deficiência, líderes comunitários, religiosos e tradicionais, representantes do Governo e dos serviços distritais, organizações da sociedade civil e organizações de base comunitária
Um dos principais pontos destacados durante o encontro foi que não basta que os serviços públicos existam formalmente. É necessário garantir que as pessoas com deficiência tenham condições efectivas para aceder aos serviços, obter informação, participar e exercer plenamente os seus direitos.
Neste contexto, a Associação das Pessoas com Deficiência de Metuge assume um papel central na defesa dos interesses dos seus membros, levando para os espaços de decisão as suas necessidades e experiências e contribuindo para o diálogo com as instituições públicas.
Entre as prioridades identificadas estão a melhoria da acessibilidade dos serviços públicos, o reforço do acesso à informação e comunicação, a sensibilização dos provedores de serviços e a inclusão das pessoas com deficiência nos espaços de participação comunitária.
A mesa redonda representa uma oportunidade para a Associação fortalecer o seu papel enquanto actor de participação cidadã e advocacia, passando das preocupações identificadas para um diálogo mais estruturado com as instituições públicas e para o acompanhamento das respostas às necessidades das pessoas com deficiência.
A questão passa, assim, de simplesmente perguntar se os serviços existem para questionar em que medida são acessíveis, inclusivos e capazes de responder às necessidades de todos os cidadãos.
Através do Projecto Pro-Cívico e Direitos Humanos, a Fundação MASC contribui para criar espaços onde cidadãos, organizações da sociedade civil, lideranças e instituições públicas possam dialogar sobre os desafios da governação e dos direitos humanos. Ao realizar a iniciativa em parceria com a Associação das Pessoas com Deficiência, a Fundação MASC ajudou a colocar as próprias pessoas directamente afectadas pelas barreiras de acessibilidade no centro da discussão sobre soluções.
O desafio agora é dar continuidade ao diálogo e transformar as recomendações em participação, advocacia e acompanhamento das respostas públicas.
A experiência de Metuge reforça que uma governação verdadeiramente inclusiva exige o envolvimento conjunto das instituições públicas, sociedade civil, lideranças comunitárias e, sobretudo, das próprias pessoas com deficiência.
Em Metuge, a inclusão deve deixar de ser apenas um princípio e traduzir-se em serviços acessíveis, participação efectiva e direitos exercidos na prática.
Saiba mais sobre o Projecto Pro-Civico aqui.









