PROJECTO KUINUA

“KUINUA – Empoderamento de Mulheres e Raparigas através do Empreendedorismo em Artesanato Doméstico”

O Projeto KUINUA – Empoderamento de Mulheres e Raparigas através do Empreendedorismo em Artesanato Doméstico, financiado pela ExxonMobil e implementado pela Fundação MASC, integra a estratégia da instituição de promover o empoderamento político, social e económico das mulheres como agentes de mudança nas suas comunidades. Inspirado na palavra suaíli kuinua, que significa “elevar”, o projeto atua no distrito de Palma, Cabo Delgado, com o propósito de capacitar economicamente mulheres e raparigas afectadas pelos conflitos armados. A iniciativa tem como foco a restauração dos meios de subsistência, o fortalecimento da resiliência e a redução da vulnerabilidade, através do artesanato local e da educação.

O projecto está presente em dez comunidades – Bagala, Barabarane, Incularino, Maganja, Muaha, Quelimane, Quilaua, Quionga, Quirinde e Quiuia – alcançando mais de 200 mulheres. Por meio de formação técnica, acesso a matérias-primas locais e desenvolvimento de competências empresariais, as participantes têm aprimorado técnicas artesanais, diversificado produtos e fortalecendo a sua autonomia económica.

Na sede de Palma, um centro reabilitado funciona actualmente como espaço de formação, aulas de literacia e ponto de comercialização dos produtos KUINUA, oferecendo um ambiente dinâmico que combina criatividade, aprendizagem e oportunidades económicas.

Financiador

Exxon Mobil

executores

Fundação MASC

Duração

desde 2024

Local de implementação

Cabo Delgado (Distrito de Palma)

Coordenadora geral

Coordenadora Provincial

Siga o instagram do Kuinua

Retrato Estatístico das Beneficiárias

Para além da vertente de produção artesanal, a KUINUA mantém um forte compromisso com o empoderamento das mulheres por meio da educação. Os dados revelam que 49% das beneficiárias nunca tiveram acesso à educação formal e 37% concluíram apenas o primeiro ou segundo ano de escolaridade.

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Mulheres encontram-se inscritas em turmas de literacia para adultos.

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Mulheres estão a desenvolver competências em liderança e gestão de negócios no âmbito do modelo de formação de formadores.

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Mulheres estão a formar-se como Agentes de Vendas, com enfoque em estratégias de marketing e definição de preços.

Relatórios

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Conheça as mulheres do KUINUA

Apendiue Momade Salimo

Distrito de Palma

Kuinua devolveu-nos esperança

“Antes da guerra, fazíamos estei­ras, mas não para a venda, era para uso pessoal e familiar, mas per­demos tudo e ficamos oito meses fora da aldeia, com os ataques de Março de 2021”

Jazila Offman

Distrito de Palma

Recuperámos a dignidade de raparigas e mulheres

“Juntamos 203 mulheres em toda a iniciativa, mas aqui, na exposi­ção, estão 12, para mostrarem devido à guerra, mas conseguem transbordar esperança”

Olinda Bacar

Distrito de Palma

Estamos a aprender estra­tégias de venda

“Sinto-me melhor a produzir, esta iniciativa tem-nos dado conhe­cimento para uma produção em maior quantidade e qualidade, que não tínhamos”

Terezinha da Silva

Fundação MASC

Advogamos a paz, através da arte

“Estamos a pedir paz do Rovu­ma ao Maputo. Não é fácil para estas mulheres viajarem de Palma até aqui, mas todas estão felizes e isso ajuda a construir a paz”

Arne Gibbs

Director-geral da ExxonMobil em Moçambique

O investimento mais im­portante é nas pessoas

“Estou emocionado com a Expo­sição Kuinua, porque viajei muitas vezes para Palma e senti as histó­rias tristes e as dificuldades que a população de lá passa, mas há es­perança”

Mariamo Bacar

Distrito de Palma

Kuinua resgatou a nossa tradição de fazer cestos e esteiras

“Antes da guerra, íamos à mata colectar a palha e a tinta, agora já não podemos ir para longe, mas o projecto Kuinua devolveu-nos essa esperança”

Mariana Shaik

Gestora do projecto Kuinua

Arte pode ser instrumento poderoso de paz

“Não estamos a ensinar nada de novo, porque este projecto envol­ve mulheres e raparigas de orga­nizações que eram apoiadas pela Fundação Aga Khan, uma parce­ria que depois foi interrompida, e a Fundação MASC viu a necessi­dade de continuar, apostando no artesanato, porque a arte é geral­mente deixada para trás”

Abdul Razak

Secretário de Estado de Género e Acção Social

Kuinua é uma arma pode­rosa contra a desigualdade de género

“Acreditamos firmemente que iniciativas como estas concorrem para a eliminação de práticas cul­turais nocivas, como violência ba­seada no género, e para a redução de desigualdades do género”

Nossas histórias em vídeo

Apendiue Momade Salimo
Distrito de Palma

Kuinua devolveu-nos esperança

Apendiue Momade Salimo, uma professora reformada, não cabia de satisfação pela oportunidade de exibir os produtos da arte que do¬mina como poucos, desde criança.

“Antes da guerra, fazíamos estei¬ras, mas não para a venda, era para uso pessoal e familiar, mas per¬demos tudo e ficamos oito meses fora da aldeia, com os ataques de Março de 2021”, disse Apendiue Salimo.

A Fundação MASC investiu em formação e matérias-primas, que as tecelãs usam para a produção dos seus produtos.

“Porque somos sérias e já tínha-mos a experiência da poupança, através de uma associação que tínhamos, devolvemos o dinheiro que a Fundação nos emprestou e eles passaram a confiar em nós e incrementaram o capital”, declarou Apendiue Momade Salimo, mãe de dois filhos.

Fonte: Jornal SAVANA, Pag. 12 (01/08/2025)

Jazila Offman
Distrito de Palma

Recuperámos a dignidade de raparigas e mulheres

A coordenadora distrital da Funda­ção MASC em Palma, Jazila Off­man, considera que a iniciativa Kui­nua tem contribuído para o resgate da dignidade que a guerra arrancou às mulheres, porque estão envolvi­das em actividades que as elevam e dão meios de subsistência.

“Juntamos 203 mulheres em toda a iniciativa, mas aqui, na exposi­ção, estão 12, para mostrarem devido à guerra, mas conseguem transbordar esperança”, afirmou Offman.

A insegurança, devido à acção dos insurgentes, tem dificultado o acesso à mata, para a busca de palha e tinta tradicional para o fabrico das peças de artesanato, acrescentou.

O programa de alfabetização tem dado ferramentas que contribuem para uma maior qualidade e quan­tidade das esteiras, cestos, tapetes e chapéus e uma contabilidade or­ganizada básica, avançou.

A coordenadora distrital da Fun­dação MASC apontou a expansão do mercado como um dos desa­fios, indicando a Exposição Kui­nua na FEIMA como um salto importante para a divulgação das obras produzidas pelas raparigas e mulheres de Palma.

“Isto é um artesanato ancestral, porque as raparigas e mulheres aprendem e desenvolvem este tipo de tecelagem a caminhar, a ir ou a voltar da machamba”, frisou Jazila Offman.

Fonte: Jornal SAVANA, Pag. 12 (01/08/2025)

Olinda Bacar
Distrito de Palma

Estamos a aprender estra­tégias de venda

Olinda Bacar louvou as estraté­gias de produção que o projecto Kuinua está a ensinar às tecelãs, combinando a preservação dos traços típicos da arte local e a mo­dernidade, bem como as estraté­gias de venda e de “marketing”

“Sinto-me melhor a produzir, esta iniciativa tem-nos dado conhe­cimento para uma produção em maior quantidade e qualidade, que não tínhamos”, afirmou Bacar.

A artesã elogiou o programa de alfabetização incluído no projec­to, porque dá uma literacia básica, que permite habilidades como fa­zer contas da produção e venda de cestos, esteiras, tapetes e chapéus.

Devido à insegurança provocada pela insurgência, as mulheres não podem ir a matas distantes reco­lher palha e tintas naturais para a sua arte, recorrendo mais a tintas sintéticas adquiridas no âmbito do projecto Kuinua, continuou Bacar.

Aquela artesã disse que a venda de produtos que a tecelagem per­mite gerar uma renda que garante a subsistência que a agricultura já não assegura, devido à baixa pro­dutividade.

Fonte: Jornal SAVANA, Pag. 12 (01/08/2025)

Terezinha da Silva
Fundação MASC

Advogamos a paz, através da arte

Terezinha da Silva, uma das fun­dadoras da Fundação MASC, que falou em nome da organização, no acto de inauguração da Exposição Kuinua, afirmou, na ocasião, que a iniciativa constitui um contributo para a restauração e implantação da paz em Cabo Delgado e a con­solidação deste valor em todo o país.

“Estamos a pedir paz do Rovu­ma ao Maputo. Não é fácil para estas mulheres viajarem de Palma até aqui, mas todas estão felizes e isso ajuda a construir a paz”, afirmou Silva, agradecendo aos parceiros pela materialização do projecto.

“Kuinua [prosseguiu] é parte do escopo de actividades da Funda­ção MASC, que visa o apoio às comunidades, principalmente, das três províncias do norte de Mo­çambique.”

Apelou à preservação das palmei­ras que as raparigas e mulheres de Cabo Delgado usam para a tece­lagem de cestos, esteiras, tapetes e chapéus.

“Que as palmeiras continuem a existir, porque agora andam mais longe, que a paz seja uma realida­de, temos de levar avante o pro­cesso de paz”, sublinhou Terezi­nha da Silva.

Fonte: Jornal SAVANA, Pag. 12 (01/08/2025)

Arne Gibbs
Director-geral da ExxonMobil em Moçambique

O investimento mais im­portante é nas pessoas

Arne Gibbs, director-geral da ExxonMobil em Moçambique, afirmou que a empresa se envol­veu de corpo e alma na iniciativa Kuinua, porque tem nas pessoas e na população de Cabo Delgado o foco do seu investimento.

“Estou emocionado com a Expo­sição Kuinua, porque viajei muitas vezes para Palma e senti as histó­rias tristes e as dificuldades que a população de lá passa, mas há es­perança”, declarou Gibbs.

“Como gestor de topo, fui várias vezes a Cabo Delgado, durante os oito anos em que estou cá em Mo­çambique e fiquei impressionado com o espírito resiliente e a capa­cidade de superação dessas mulhe­res. É com esperança que podemos mudar o mundo, as pessoas só precisam de uma oportunidade”, frisou.

Fonte: Jornal SAVANA, Pag. 12 (01/08/2025)

Mariamo Bacar
Distrito de Palma

Kuinua resgatou a nossa tradição de fazer cestos e esteiras

Mariamo Bacar também exaltou a Fundação MASC e a Exxon Mo­bil, realçando as condições que o Kuinua criou para que a tradição de produção de cestos, tapetes e chapéus não morra, devido à guer­ra em Cabo Delgado.

“Antes da guerra, íamos à mata colectar a palha e a tinta, agora já não podemos ir para longe, mas o projecto Kuinua devolveu-nos essa esperança”, declarou Bacar.

Também manifestou satisfação com os resultados do programa de alfabetização que está a ser imple­mentado, salientando a aquisição de competências básicas de escrita e contas.

“Já assino o meu nome, estamos a ir para a frente”, continuou.

Fonte: Jornal SAVANA, Pag. 12 (01/08/2025)

Mariana Shaik
Gestora do projecto Kuinua

Arte pode ser instrumento poderoso de paz

Mariana Shaik, gestora do projec­to Kuinua na Fundação MASC, afirmou que Kuinua ajuda a des­mistificar a ideia de que a arte é irrelevante no contexto de conflito armado, porque a iniciativa devol­ve a esperança e a dignidade das raparigas e mulheres envolvidas no projecto.

“Não estamos a ensinar nada de novo, porque este projecto envol­ve mulheres e raparigas de orga­nizações que eram apoiadas pela Fundação Aga Khan, uma parce­ria que depois foi interrompida, e a Fundação MASC viu a necessi­dade de continuar, apostando no artesanato, porque a arte é geral­mente deixada para trás”, enfati­zou Shaik.

“As raparigas e mulheres de Pal­ma tiveram as suas casas e bens completamente reduzidos a cinzas pela violência armada e Kuinua é parte de esforços para a restaura­ção da vida normal das vítimas”, continuou.

Avançou que a iniciativa se tem afirmado como instrumento de empoderamento político, econó­mico e social, porque visa a gera­ção de renda e a alfabetização de raparigas e mulheres.

“Palma não é só conflito, é tam­bém cultura, como se veem com estes maravilhosos chapéus, ces­tos, tapetes e esteiras produzidas pelas nossas queridas raparigas e mulheres”, sublinhou.

Fonte: Jornal SAVANA, Pag. 12 (01/08/2025)

Abdul Razak
Secretário de Estado de Género e Acção Social

Kuinua é uma arma pode­rosa contra a desigualdade de género

O Secretário de Estado de Géne­ro e Acção Social, Abdul Razak, elogiou o projecto Kuinua, pelo impacto no combate a práticas e fenómenos prejudiciais como ca­samentos prematuros, violência baseada no género e desigualdades.

“Acreditamos firmemente que iniciativas como estas concorrem para a eliminação de práticas cul­turais nocivas, como violência ba­seada no género, e para a redução de desigualdades do género”, afir­mou Razak, no discurso de aber­tura da exposição.

Referindo-se ao programa de al­fabetização inserido naquela ini­ciativa, o Secretário de Estado do Género e Acção Social recuperou a máxima que diz que “educar uma mulher é educar uma nação e potenciar uma mulher é poten­ciar uma família, é potenciar uma comunidade”.

“Kuinua celebra o talento e a de­dicação das dez comunidades de onde são oriundas as raparigas e mulheres envolvidas no projecto”, acrescentou Abdul Razak.

“A iniciativa permite a restaura­ção dos meios de subsistência das famílias profundamente afectadas pelo conflito armado, que provo­cou a degradação e a desintegra­ção de lares e comunidades”, assi­nalou Razak.

“A visão do projecto Kuinua de ele­var e empoderar mulheres e rapari­gas afectadas pelo conflito é profun­damente inspirador”, realçou.

Fonte: Jornal SAVANA, Pag. 12 (01/08/2025)